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quarta-feira, 10 de julho de 2013

Perpétuas-das-areias


Descobri as perpétuas-das-areias
Num dia de sol em que fui à praia
Baixei-me e curiosa cheirei-as
O seu aroma ficou na renda da saia.










Apanhei uns tranquinhos
Com as lindas flores amarelas
Para fazer uns raminhos
E oferecê-los à tia Manuela.














Estava assim tão entretida
Quando num rochedo dei uma pancada
Mas a avó disse logo decidida
As perpétuas são como uma pomada.


          22-04-2013

segunda-feira, 8 de julho de 2013

O Brasil na época dos Descobrimentos


Para comemorar o Ano Brasil-Portugal, a EBI de Santo Onofre promove a semana do Brasil, de 22 a 26 de abril. A nossa professora de HGP propôs-nos a realização de um trabalho sobre o Brasil, na época dos Descobrimentos. Eu interessei-me por investigar como se vivia no Brasil, nessa altura.

Quando os Portugueses chegaram ao Brasil, encontraram pessoas que estavam nuas, usavam apenas uma faixa ou fio à cintura, que se enfeitavam com penas, plumas de cores muito vivas e pinturas e tinham arcos e flechas. No Brasil, viviam muitos povos que pertenciam a dois grandes grupos: os Tupi-Guarani e os Arawak, que se entendiam apesar, de falarem variantes da mesma língua. 

Moravam em aldeias com poucas casas ou malocas, mas que eram muito grandes (podiam ter até 200 pessoas)! Eles usavam troncos, ramos ou folhagens para as construírem. No seu interior, só havia uma escadaria e redes para toda a família dormir. Cada aldeia tinha um terreno para o convívio, as reuniões dos chefes e as cerimónias religiosas e era protegida por uma cerca.

Os homens podiam ter várias mulheres. As crianças pertenciam aos seus pais, mas toda a tribo era responsável por elas e ajudava na sua educação. Os órfãos nunca eram abandonados.

Nestes povos, os homens e as mulheres tinham tarefas distintas. As dos homens eram: derrubar árvores; preparar a terra para ser cultivada; fabricar canoas; construir as malocas; caçar; pescar; fazer fogo; lutar; fazer tatuagens numa das suas mulheres. As tarefas das mulheres eram: cultivar a terra; tratar dos animais domésticos; moer grãos para obter farinha; fiar algodão; fabricar redes de dormir, cestos e potes de cerâmica; tratar dos filhos; fazer tatuagens e pinturas nas crianças e nos adultos.

Eu gostei de fazer este trabalho, porque fiquei a conhecer melhor com viviam as pessoas no Brasil, quando os portugueses lá desembarcaram.


Bibliografia: Magalhães, Ana Maria e Alçada, Isabel, “: O Brasil”, Coleção Na crista da onda - nº11, ed. CNCDP e GT do ME p/ Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, set 1996.
2013-04-13

domingo, 23 de junho de 2013

A tartaruga e o cão



Um dia uma tartaruga e um cão estavam num piquenique. A tartaruga desabafou com o cão e contou-lhe:
- Olha, amigo cão, ontem tive uma grande discussão com o pássaro verde. Ele diz que a árvore é só dele, mas eu acho que também me posso servir dela para ficar à sua sombra. Podes-me dar uma ajuda?
- Eu concordo com os dois. – disse o cão.
- Mas, então, vamos lá ver, tu nunca discordas de ninguém? – perguntou a tartaruga.
- Eu não. Mas, agora, chega de conversa, tenho de ir para casa.
Os dois amigos despediram-se e foram para casa.
Quando o cão chegou à sua e viu que o seu irmão lhe tinha comido o osso, ficou furioso.
No dia seguinte, contou à tartaruga e ela respondeu-lhe:
-Eu não te disse: ninguém “agrada a gregos e a troianos”!  
13-03-2013

terça-feira, 18 de junho de 2013

“Ninguém diga: desta água não beberei”


O ornitorrinco e o koala encontraram-se à beira-rio, quando o sol mais aquecia. O ornitorrinco caminhava com um ar muito desiludido e trazia um chapéu esburacado.
- Sabes, amigo koala, fui à cidade comprar este chapéu nos saldos e só mais tarde é que descobri que fui enganado! – confessou o ornitorrinco.
- Que precipitado! – criticou o koala. – Se fosse eu, descobria logo; nunca me deixo enganar! Como é que tu não viste que o chapéu estava roto?
- Estava uma flor enfiada no buraco e eu pensei que fazia parte da sua decoração. Só quando veio aquele vento é que vi a flor a voar e, no seu lugar, um buraco. – explicou o ornitorrinco.
- Por isso é que eu só vou a sítios caros, em que tudo é de qualidade. “O barato sai caro.” Olha, vamos almoçar ao Príncipe perfeito, que estou cheio de fome.
Quando lá chegaram, o koala pediu uma tarte “a la lune” e o ornitorrinco uma “salada colorida”. Pouco tempo depois, o koala vomitou e descobriu assim que a sua tarte tinha folhas de eucalipto podres disfarçadas com corante. Pelo contrário, o ornitorrinco sentia-se perfeitamente bem.
- Sabias tanto, mas também foste enganado. Nunca digas: “Desta água não beberei.” – retorquiu o ornitorrinco.
07-03-2013

terça-feira, 19 de março de 2013

Ao meu pai...

Vai comigo à biblioteca
Anda em busca de livros
Sai para se distrair
Cozinha sopas saudáveis
Olha pelo seu blogue

segunda-feira, 11 de março de 2013

Lenda do Bolo Rei



Os três reis magos, Baltasar, Melchior e Gaspar, iam a caminho da gruta para visitar o Menino Jesus, quando começaram a discutir sobre quem iria dar-lhe primeiro a prenda. 
Um artesão assistiu à conversa e deu-lhes uma sugestão: ele faira um bolo e a quem saísse a fava seria o primeiro a dar a prenda. E assim fizeram.

Por esta razão, esse bolo passou a chamar-se bolo rei, porque com ele se escolheu a ordem dos reis para visitar o Menino e por isso come-se no Natal. 

Ainda hoje se pensa que a côdea do bolo simboliza o ouro, as frutas a mirra e o aroma o incenso, oferecidos pelos reis magos.
                                                                                06-01-2012