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quinta-feira, 21 de março de 2013

O veado florido



Título: O veado florido 
          
Autor: António Torrado

Ilustrador: Leonor Praça

Editora: Civilização: Pim-Pam-Pum

Numa terra havia um senhor muito rico que espalhava, pelos quatro cantos do mundo, criados em busca de animais espantosos para, quando os visitantes fossem a sua casa, ficassem maravilhados. 

Um desses exploradores encontrou, numa floresta silenciosa, um veado florido e raptou-o.

Pelo caminho, reparou que ele não tinha flores, mas pensou que, quando fosse Primavera, as recuperaria.

Quando o criado chegou a casa do amo, ele não o aceitou.
 
Chegou a Primavera, as hastes do veado não floriram e ele e os outros animais não comiam. Todos morreram, exceto o veado. 

O amo mandou deitar abaixo as jaulas e libertar o veado. 

Quando o veado chegou à álea da floresta, já tinha flores. O criado reparou e avisou o amo, mas quando ele foi ao portão já o veado florido tinha desaparecido.

A minha opinião sobre o livro: 

Eu gostei do livro, porque gosto de veados, de flores e de animais diferentes.                                                  
27-02-2012

segunda-feira, 4 de março de 2013

A galinha verde



Título: A galinha verde
Autor: Ricardo Alberty
Editora: Ática

História:
Havia uma galinha verde que tinha acordado mais cedo. Decidiu pentear a crista, limpar a casa e passar a roupa a ferro, sem fazer barulho para não acordar os seus filhos.

Quando estava a varrer o chão, ouviu alguém a bater à janela e foi ver quem era. Era a galinha amarela a perguntar se queria que lhe engomasse a roupa. Ela respondeu que não, porque tinha andado numa escola onde aprendera a fazê-lo. A galinha amarela estranhou e começou a meter-se na vida da galinha verde, mas esta disse-lhe que tinha muito trabalho e não tinha tempo para conversas. Mas a galinha amarela continuou a bisbilhotar sobre a vida dos outros.

Então a galinha verde, já aborrecida, fechou-lhe a janela no bico. A galinha amarela achou que era desconsideração e continuou a parecer-lhe muito estranho ela ter andado na tal escola. Começou até a pensar que, por ela ser verde, teria alguma doença ou bruxedo e, por isso, decidiu arranjar uma solução para a expulsar do bairro…
14-10-2011
Comentário: Com esta história, aprendemos que as pessoas ou coisas diferentes não são piores que as normais.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Um pátio de diversões



Naquele pátio, havia crianças muito diferentes, que brincavam com muita amizade.
Do seu “palácio”, o autor apreciava os diversos jogos tradicionais que elas faziam.
Quando subia as escadas mais alto, parecia-lhe que as crianças eram todas iguais.
Às vezes, o autor aventurava-se a ir brincar com elas. As crianças recebiam-no com simplicidade e ensinavam-lhe os seus jogos.
Apesar de, em sua casa, o proibirem de brincar com os meninos pobres, ele preferia jogar com eles a estar sozinho no seu quarto de brinquedos.
                                                                     02/12/2011

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Espanta-Pardais


Título: Espanta-Pardais
Autor: Maria Rosa Colaço
Ilustrador: Albino Moura
Editora: Vega
História:
Espanta-Pardais era um boneco humilde e pobre, que só tinha uma perna, vivia numa seara e queria muito ir à Estrada-Larga.
Um dia, conheceu a linda menina Maria Primavera, que tinha um pássaro verde e vinha da Estrada-Larga. Com a ajuda dela do seu pássaro e de Chico Estrela, o espantalho conseguiu ficar com uma segunda perna feita de pau de figueira e assim partiu com a menina e a ave rumo àquela estrada.
Numa noite, durante um sonho, o Espanta-Pardais viu, numa rosa, um menino com asas de abelha, que lhe disse que os seus companheiros tinham ido embora, o que o deixou muito desanimado, pois pensava que o seu sonho já não se iria realizar. No entanto, o Menino-Abelha informou-o de que se ele fizesse alguma coisa útil ou bela, conseguiria chegar à Estrada-Larga onde a menina e o pássaro verde esperariam por ele. Desesperado o espantalho chorou tanto que molhou todas as suas palhas, à exceção das do coração, que corajosamente ofereceu a um pardalito antes de morrer.
Mais tarde, Maria Primavera encontrou-o e beijou-lhe a sua perna de figueira, o que a fez renascer. Então, Chico Estrela plantou-a na Estrada-Larga, cresceu e tornou-se o lugar onde os filhos do Chico brincavam. O Espanta-Pardais ganhara uma vida nova, em forma de figueira, ao ter dado ao pardalito as únicas palhas secas que lhe restavam.
Agora, na seara, outro Espanta-Pardais anseia por ir à Estrada-Larga e encontrou uma menina que lhe disse que todos os caminhos conduzem a ela; basta procurar.

31-12-2012 
Esta Menina Primavera, feita pelos alunos do Chão da Parada, também poderia
 encontrar-se com algum Espanta-Pardais cheio de desejo de ir até à Estrada-Larga.


segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Visita à Unidade de ensino Especial



Eu fui à Unidade de Ensino Especial, da minha escola.
Eu aprendi que os invisuais leem apalpando os dedos numas folhas grossas com pequenos círculos, mas que não vão até ao fim.
Eles veem as horas com uns relógios especiais, nos quais, quando o invisual toca num botão, as horas são ditas oralmente.
Escrevem nuns computadores, que têm o alfabeto em braille e imprimem fazendo um barulho estranho.
Eu gostei muito de aprender como os invisuais sabem as horas, escrevem e leem.
18-02-2011

terça-feira, 6 de novembro de 2012

O voo do golfinho



Título: O voo do golfinho          
Autor: Ondjahi

Ilustrador: Danuta

Editora: Caminho

História:
Havia um golfinho que gostava de voar e até tinha um bico vermelho. Os seus amigos diziam que ele tinha um bico diferente que mais parecia o de um passarinho.
Ele gostava muito de saltar e os outros golfinhos reparavam que ele já saltava como um pássaro.
Um dia, deu um salto enorme e viu-se no reflexo da água, olhou para si e observou que o seu corpo era como o de um pássaro, e também o bico e o olhar. Voltou a mergulhar e viu que tinha um corpo diferente - um corpo de pássaro. Disse adeus aos golfinhos e voou até perto das nuvens.
Quando estava no céu, perguntou a um pássaro se tinha sido sempre pássaro e ele respondeu que antes era uma serpente e a outros pássaros tinha acontecido o mesmo.
Então, todos eles formaram o bando da liberdade. O golfinho que foi pássaro ficou a olhar as cores do verão escutando a voz do seu coração. Mas ficou com um segredo: era pássaro mas se lhe apetecesse ser um golfinho, voltaria a sê-lo.
23-05-2011

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Eric


Título do livro: Contos dos Subúrbios              
Título da história: Eric
Autor: Shaun Tan       
Ilustrador: Shaun Tan  
Editora: Contraponto                                         

História:

Há uns anos, uma família teve um universitário chamado Eric a viver em sua casa num programa de intercâmbio.
O quarto de hóspedes até era muito bom, mas inexplicavelmente ele preferia a despensa da cozinha para dormir e estudar.
Como eles queriam que ele se sentisse bem, passaram a guardar as coisas da despensa da cozinha noutros armários, para não o incomodar.
O filho dessa família sempre quis ter um estrangeiro em sua casa para lhe poder mostrar como era um perito sobre a sua localidade.
No entanto, Eric, que era muito curioso, fazia-lhe perguntas às quais ele não sabia responder.
 Eles faziam juntos várias excursões para ele conhecer os locais mais bonitos da cidade, mas não se sabia se Eric gostava ou não.
Nessas viagens ele apreciava sobretudo as coisas mais pequenas que encontrava no chão.
Todos ficaram boquiabertos com a forma como ele se foi embora: só um adeus.
Até lhes custava acreditar que Eric tivesse mesmo ido embora.
Chegaram mesmo a pensar que o seu hóspede estivesse aborrecido, mas quando abriram a dispensa da cozinha descobriram que o universitário tinha deixado várias flores semeadas nas pequenas coisas que tinha recolhido nas suas viagens e um bilhete a agradecer: “Obrigado por estes dias maravilhosos”.


22-04-2011