Mostrar mensagens com a etiqueta Histórias continuadas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Histórias continuadas. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 13 de março de 2013

A História da Lua e do Marinheiro


Nesta história, há um marinheiro que, por ser muito distraído, perde o barco todos os dias, e então fica no cais a olhar a lua. Um dia, descobre que ela é um barco e resolve partir para “sítios, indistintos e distantes”
António Pina, A História da Lua e do Marinheiro


- Achas que ele terá viajado até à Antártida?- interrompi eu, muito curiosa.

- Sim, de certeza que ele viu os icebergues e os pinguins com o seu fato de cerimónia preto e branco. – concordou o escaravelho. – Mas deve ter sentido muito frio e, por isso, talvez tenha ido até ao Brasil participar no Carnaval ou conhecer a maior floresta do mundo – a Amazónia.

- Também poderia passar perto dos gigantescos embondeiros, em Madagáscar, e brincar às escondidas com aquelas meninas que gostam de andar com lémures às costas.

- Ou então, procurar uma grande catedral gótica, como a de Colónia, na Alemanha, e subir a uma das suas torres, que têm 157 metros de altura. Aposto em como o marinheiro encontraria luas nos seus vitrais e nas suas cúpulas.

- Já agora, também podia escalar as montanhas da Sibéria e depois descansar no palácio de Santa Catarina. – Sugeri eu, entusiasmada.

- Onde ele descansaria mesmo bem era numa praia da Austrália. – Defendeu o Escaravelho.

- E se se distraísse a observar os surfistas, até poderia descobrir que eles usam umas luas para furar as ondas. Acho que até se tornaria um marinheiro surfista!


26-10-2011



domingo, 10 de março de 2013

A vendedora de fósforos

“Num canto entre duas casas, uma mais saliente que a outra, a menina sentou-se e aninhou-se, encolhendo os pés contra o corpo. Estava gelada e tinha as mãos dormentes, devido ao frio. Não parava de nevar e as ruas começavam a ficar desertas. O frio aumentava cada vez mais…”
 
Hans Christian Andersen, A vendedora de fósforos, Everest Editora

Continuação:

Entretanto, um senhor tinha-se esquecido de comprar passas para a passagem de ano e, por isso, foi comprá-las.

Quando saiu da loja, reparou na vendedora de fósforos, teve pena dela e comprou um, mesmo não precisando dele.

Ela ficou agradecida e, como reparou que não ia passar mais ninguém por ali, foi para casa.

O seu pai não ficou furioso, mas queria que ela tivesse vendido mais fósforos, pois era só com eles que arranjavam dinheiro para comer.
04-01-2012

E temos aqui a história como Andersen a contou.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Uma ideia genial



“O coração do Gigante enterneceu-se, ao olhar lá para fora.
- Tenho sido tão egoísta! – reconheceu ele. – Agora percebo a razão por que a primavera não aparecia. Vou derrubar o muro. O meu jardim será para sempre o lugar de recreio das crianças.”

Wilde, Oscar, Contos, Lisboa, Lisboa Editora, 2008 (Adapt.)


Continuação da história "O Gigante Egoísta":

- Quer ajuda para derrubar o muro? – perguntou-lhe uma menina muito entusiasmada.
- Essa tarefa é mais adequada para adultos, - disse o Gigante – mas estão convidados para ajudar-me a apanhar os bocados que caírem no chão.
- Também seria mais divertido se houvesse baloiços nas árvores e escorregas. – propôs um menino muito interessado.
- E, se tivesse um lago, eu até traria o meu peixinho vermelho. – sugeriu outra menina.
- Que belas ideias! – exclamou o Gigante. E também vou colocar uma placa com a identificação das plantas.
E passado um mês, aquele jardim estava tão maravilhoso que as crianças passaram a estudar ali a natureza com um guia muito peculiar – o Gigante!

02-05-2012

domingo, 27 de janeiro de 2013

Brincadeiras



“Junto ao ribeiro, que passava à frente do terreno, havia faias, altas e esguias, e chorões, cuja copa densa caía até ao chão e debaixo das quais o rapaz brincava às cabanas com os amigos e com os dois irmãos mais novos.”
Tavares, Miguel Sousa, O Segredo do Rio, Oficina do Livro, p. 8

À tarde, Manuel e os seus dois irmãos, David e Miguel, encontraram-se com os seus dois amigos, Tiago e Pedro, como estava combinado, junto ao ribeiro.
Clica em mim para conheceres "O Segredo do Rio"
Concordaram ir jogar futebol e formaram duas equipas: a do David com o Tiago e a do Miguel com o Pedro. Manuel era o árbitro. Foi um jogo bem disputado.
Cansaram-se e decidiram brincar às cabanas, começando pela sua construção com canas espigadas, que dispuseram em forma de tenda.
Logo a seguir, brincaram aos índios e aos polícias e ladrões.
Lá dentro, brincaram aos carros. O carro que chegou primeiro à meta foi o do Manuel.
Para finalizar, jogaram à bisca. O Tiago e o David venceram.
Os cinco amigos ficaram contentes, porque divertiram-se e todos ganharam.
10/11/2011

sábado, 5 de janeiro de 2013

Oriana e as andorinhas

 "- Não se pode contar tudo - reponderam as andorinhas. - As maravilhas do Mundo são tantas, tantas! Mas vem connosco, Oriana. Quando vier o Outono nós partimos. Tu também tens duas asas. Vem connosco."
Andresen, Sophia de Mello Breyner, A Fada Oriana,Figueirinhas


Oriana e as andorinhas viajaram até à Antártida, onde viram icebergues e pinguins. Mas como sentiram muito frio, foram até ao Brasil para participarem no Carnaval e conhecerem a floresta amazónica.
Depois, passaram por Madagáscar, onde brincaram às escondidas, perto dos embondeiros, com uma menina que tinha um lémure às cavalitas.
Numa bela manhã de Primavera, regressaram a casa muito contentes. 

2011-10-21

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

A bruxa Zanaga



Andava certo dia El-Rei a passear nos jardins do seu palácio quando ouviu o ruído de um motor. Olhou para o céu e viu a Bruxa Zanaga, que tinha um olho para cada lado, montada na sua vassoura, tentando aterrar ali mesmo nos jardins.
- Viva quem é a flor das bruxas!- disse o rei.
Porém a bruxa não vinha para graças.
- Sabes de onde venho?- perguntou ela, mal desceu da vassoura. - Acabei de fazer o meu exame final.
- Espero que tenha corrido bem...
- Tazbrenhaxa! - respondeu a bruxa piscando os olhos vesgos. - Querem chumbar-me!!! Dizem que sou a bruxa mais cábula do país! Mas eu estudo... palavrinha que estudo...
- Então o exame correu mal!
- Eu sabia... mas tive azar! Na prova da vassoura sem motor não fui capaz de meter marcha atrás! E, na prova escrita, pediram-me aquela fórmula de adormecer uma princesa durante cem anos e... eu que a tinha na cábula... mas não a pude consultar... zás! Escrevi aquela de fazer crescer as orelhas de burro!

Continuação:
O rei e a bruxa fizeram esquemas para planear o que iriam fazer. Assim estaria tudo pronto para ela um dia ainda vir a ser Rainha das Bruxas.
Arranjaram muitos livros e, como Zanaga não conseguia ler com os dois olhos, o rei leu-lhe alguns. Mas ele não podia estar sempre ocupado a ler. Então decidiram ir a um médico que avisou logo que ela teria de fazer uma operação.
Então, poucas semanas depois, a bruxa fez a operação. Assim já conseguia ver com os dois olhos.
Agora Zanaga conseguia ler e começou a estudar e estava sempre a melhorar com a cortesia do rei. Com tanto treino e esforço já era uma verdadeira bruxa e lá no firmamento voava e aterrava.
Bem, o rei achava que ela era uma excelente bruxa.
Quando já estava preparada foi falar com os professores, pedindo-lhes outra oportunidade. Eles aceitaram e como nessa prova não havia mais ninguém, eles viram que ela não era uma cábula e decidiram passá-la.
Ela agradeceu a ajuda do rei e ficou muito animada.
Hoje é a Rainha das Bruxas!

25-05-2011