sábado, 4 de maio de 2013

A crise

A crise económica e social é uma fase de perdas, em que se põe em causa o equilíbrio estabelecido.
Portugal está em crise, porque tem uma grande dívida (défice), que deixou crescer muito, ao longo dos anos, sobretudo a partir de 2008. Investiu-se muito em obras públicas e sociais, o que obrigou o Estado a pedir cada vez mais dinheiro aos mercados. Mas estes ao verem que Portugal não pagava o que devia e porque também tiveram a sua própria crise, passaram a não querer emprestar dinheiro ou a exigir juros muito elevados.
A situação ficou tão grave que Portugal teve de pedir ajuda à Troika (representantes de três instituições internacionais: FMI, Banco Central Europeu e Comissão Europeia). Para receber dinheiro através da Troika, Portugal teve de comprometer-se a aplicar muitas medidas, que têm gerado muito desemprego, falência de empresas e empobrecimento. Os portugueses sentiram-se assim privados de muitos bens a que se tinham habituado, como ter casa própria, bons carros, boas roupas, férias…Os tempos não vão para isso. Nem os tempos, nem as pessoas, nem nada.
Para além do Estado, também nós somos responsáveis por esta crise, porque, com colaboração dos bancos, também nos endividámos bastante.
Portugal já tinha recebido muito dinheiro da Comunidade Europeia, mas não soube aproveitá-lo para criar riqueza, por exemplo, através da exploração dos recursos do mar ou da agricultura. Por outro lado, as nossas importações foram sempre superiores às exportações.
Apesar de, recentemente, os mercados já estarem mais confiantes e, por isso, os juros terem baixado, ainda temos de descobrir novas formas de combater esta situação. 
21-01-2013

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