quinta-feira, 14 de março de 2013

A nova lei


Havia uma menina que se chamava Teresa e que queria que todos os vizinhos se conhecessem, que soubessem os nomes, a profissão e sorrissem uns aos outros, no mínimo três vezes ao dia. Caso contrário, pagariam pesadas multas.

Então, enviou uma carta ao Presidente da República para ver se ele concordava e aceitava que passasse a ser uma lei. O presidente concordou e, a partir daí, todos foram obrigados a conhecer-se.

- Olá, senhora Rosa. Como está? Tem vendido muitas flores? E a sua irmã Margarida? – perguntava o senhor Eduardo sempre com um sorriso na cara.
E a partir daí, todos viveram muito mais felizes.

2012-02-08

quarta-feira, 13 de março de 2013

A História da Lua e do Marinheiro


Nesta história, há um marinheiro que, por ser muito distraído, perde o barco todos os dias, e então fica no cais a olhar a lua. Um dia, descobre que ela é um barco e resolve partir para “sítios, indistintos e distantes”
António Pina, A História da Lua e do Marinheiro


- Achas que ele terá viajado até à Antártida?- interrompi eu, muito curiosa.

- Sim, de certeza que ele viu os icebergues e os pinguins com o seu fato de cerimónia preto e branco. – concordou o escaravelho. – Mas deve ter sentido muito frio e, por isso, talvez tenha ido até ao Brasil participar no Carnaval ou conhecer a maior floresta do mundo – a Amazónia.

- Também poderia passar perto dos gigantescos embondeiros, em Madagáscar, e brincar às escondidas com aquelas meninas que gostam de andar com lémures às costas.

- Ou então, procurar uma grande catedral gótica, como a de Colónia, na Alemanha, e subir a uma das suas torres, que têm 157 metros de altura. Aposto em como o marinheiro encontraria luas nos seus vitrais e nas suas cúpulas.

- Já agora, também podia escalar as montanhas da Sibéria e depois descansar no palácio de Santa Catarina. – Sugeri eu, entusiasmada.

- Onde ele descansaria mesmo bem era numa praia da Austrália. – Defendeu o Escaravelho.

- E se se distraísse a observar os surfistas, até poderia descobrir que eles usam umas luas para furar as ondas. Acho que até se tornaria um marinheiro surfista!


26-10-2011



terça-feira, 12 de março de 2013

Beatriz e o Plátano



Título: Beatriz e o Plátano
Autor: Ilse Llosa
Ilustrador: Lisa Couwenbergh
Editora: Asa
História:
Numa cidade, havia um plátano enorme que até dava o nome a uma rua.
Dum lado dela, havia o edifício dos Correios que ia ser destruído e renovado, por estar velho.
As autoridades decidiram que iriam cortar o plátano, não ficaria bem os Correios novos em frente de um plátano velho.
Beatriz morava do outro lado da rua e considerava o plátano um amigo. Quando soube da notícia ficou alarmada e mandou uma carta a pedir que não o cortassem. Mas ninguém ligou.
Em Maio, vieram dois homens cortá-lo. Então Beatriz encostou-se ao plátano dizendo que se o cortassem também a cortavam a ela.
Decidiram chamar as autoridades e elas tentaram convencer a menina, mas ela não desistiu e já se tinha juntado e já se tinha juntado um magote à volta dela.
As autoridades combinaram que no dia seguinte o iam cortar e foram-se embora.
Beatriz desconfiou e dormiu junto ao plátano.
Os homens voltaram no dia seguinte como tinham planeado e chamaram novamente as autoridades, que decidiram que, se a Beatriz desistisse, cortavam o plátano, e se não desistisse, não o cortavam.
A menina não desistiu e então deixaram a árvore como ela estava e trataram-na como se fosse um monumento, deixando as pessoas felizes.

Opinião: Eu gostei do livro, porque ensina-nos que devemos respeitar a natureza.
30-01-2012

D. Pedro I, o justiceiro



Túmulo de D. Pedro I, no Mosteiro de Alcobaça

Título: D. Pedro I, o justiceiro
Autor: Ana Oom
Ilustrador: André Letria
Editora: Expresso
História:
D. Pedro I tinha de casar-se com D. Constança, por ordem de seu pai, D. Afonso IV. Mas ao ver a beleza de D. Inês de Castro (que era dama de companhia de D. Constança), apaixonou-se por ela.
D. Pedro obedeceu a seu pai, mas declarou o seu amor a Inês e viu que era correspondido. No entanto, ambos não queriam trair D. Constança. Apesar disso, D. Afonso IV, logo que soube deste amor, tratou de enviar D. Inês para Castela. Mas, mesmo assim, D. Pedro não se esqueceu dela.
Quando D. Constança morreu, D. Pedro fez com que D. Inês regressasse a Portugal, e viveram aí uns tempos felizes. Mas, quando D. Afonso IV soube disso, mandou matar D. Inês e assim fizeram. Logo que D. Pedro descobriu, prometeu que honraria D. Inês e a sua morte seria vingada.
Passados alguns anos, D. Pedro tornou-se rei de Portugal. Nessa altura, mandou matar os assassinos de D. Inês e fez uma cerimónia, onde coroou a sua amada como “Rainha de Portugal”.
16-01-2012

segunda-feira, 11 de março de 2013

Uma festa saborosa


Estava o Capuchinho Vermelho a ir para casa da sua avó para lhe dar os bolinhos, quando lhe apareceu à frente a Bela Adormecida, que lhe perguntou: 
 - Vais dar esses bolinhos à tua avó. Não é?
 - Sim.
 - Então podes-me ensinar a fazê-los?
 - Se eu os soubesse fazer, eu ensinava-te, mas é a minha mãe que os sabe fazer. 
 Nesse preciso momento, o Capuchinho Vermelho teve uma ideia:
 - Amanhã, a esta hora, encontramo-nos aqui e eu dou-te a receita. E assim foi.
 A Bela Adormecida queria fazer uma festa para todas as pessoas do Palácio e ia fazer daqueles bolinhos. 
 A festa correu lindamente e todos quiseram a receita dos bolinhos.
 18-01-2012

Carrega no Capuchinho para conheceres a sua história e saborosas receitas de bolinhos. 


Lenda do Bolo Rei



Os três reis magos, Baltasar, Melchior e Gaspar, iam a caminho da gruta para visitar o Menino Jesus, quando começaram a discutir sobre quem iria dar-lhe primeiro a prenda. 
Um artesão assistiu à conversa e deu-lhes uma sugestão: ele faira um bolo e a quem saísse a fava seria o primeiro a dar a prenda. E assim fizeram.

Por esta razão, esse bolo passou a chamar-se bolo rei, porque com ele se escolheu a ordem dos reis para visitar o Menino e por isso come-se no Natal. 

Ainda hoje se pensa que a côdea do bolo simboliza o ouro, as frutas a mirra e o aroma o incenso, oferecidos pelos reis magos.
                                                                                06-01-2012

domingo, 10 de março de 2013

A vendedora de fósforos

“Num canto entre duas casas, uma mais saliente que a outra, a menina sentou-se e aninhou-se, encolhendo os pés contra o corpo. Estava gelada e tinha as mãos dormentes, devido ao frio. Não parava de nevar e as ruas começavam a ficar desertas. O frio aumentava cada vez mais…”
 
Hans Christian Andersen, A vendedora de fósforos, Everest Editora

Continuação:

Entretanto, um senhor tinha-se esquecido de comprar passas para a passagem de ano e, por isso, foi comprá-las.

Quando saiu da loja, reparou na vendedora de fósforos, teve pena dela e comprou um, mesmo não precisando dele.

Ela ficou agradecida e, como reparou que não ia passar mais ninguém por ali, foi para casa.

O seu pai não ficou furioso, mas queria que ela tivesse vendido mais fósforos, pois era só com eles que arranjavam dinheiro para comer.
04-01-2012

E temos aqui a história como Andersen a contou.