domingo, 27 de janeiro de 2013

Brincadeiras



“Junto ao ribeiro, que passava à frente do terreno, havia faias, altas e esguias, e chorões, cuja copa densa caía até ao chão e debaixo das quais o rapaz brincava às cabanas com os amigos e com os dois irmãos mais novos.”
Tavares, Miguel Sousa, O Segredo do Rio, Oficina do Livro, p. 8

À tarde, Manuel e os seus dois irmãos, David e Miguel, encontraram-se com os seus dois amigos, Tiago e Pedro, como estava combinado, junto ao ribeiro.
Clica em mim para conheceres "O Segredo do Rio"
Concordaram ir jogar futebol e formaram duas equipas: a do David com o Tiago e a do Miguel com o Pedro. Manuel era o árbitro. Foi um jogo bem disputado.
Cansaram-se e decidiram brincar às cabanas, começando pela sua construção com canas espigadas, que dispuseram em forma de tenda.
Logo a seguir, brincaram aos índios e aos polícias e ladrões.
Lá dentro, brincaram aos carros. O carro que chegou primeiro à meta foi o do Manuel.
Para finalizar, jogaram à bisca. O Tiago e o David venceram.
Os cinco amigos ficaram contentes, porque divertiram-se e todos ganharam.
10/11/2011

O centauro



O centauro era um monstro fabuloso da mitologia grega. Tinha tronco e cabeça humanos e o restante corpo de cavalo.
De acordo com uma lenda, os centauros eram filhos de Zeus e Afrodite.
Os gregos viam nos centauros quer o lado animal e violento, quer o lado do prazer.
Quíron era o maior dos centauros.
04-11-2011

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

A paz


É um céu azul e luminoso
onde voam nuvens aladas.
É um bando de pombas brancas
entregando boas-novas desejadas.

É uma música suave e doce
de um arco-íris no seu esplendor.
É olhar os outros como amigos
dando  abraços e muito amor.

É um belo dia de praia
com mergulhos na frescura do mar.
É a união entre todos os povos
numa grande roda a dançar.

07-01-2013



segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Uma viagem no tempo dos Descobrimentos



Se fosse até à Índia, seria uma grande aventura, porque demoraria um ano e meio e haveria muitos segredos para descobrir.
Nas naus, iriam capitães, pilotos, mestres, marinheiros, cirurgiões, padres, escrivães e militares, que comeriam carne, peixe, arroz, presunto e até biscoitos.
Levariam tecidos, azeite, vinho, açúcar, água e trariam especiarias, sedas, pérolas, pedras preciosas, porcelanas, obras de arte e alguns animais exóticos.
Nos tempos livres, fariam festas, onde jogariam xadrez, cartas e dados.

2012-03-02

domingo, 6 de janeiro de 2013

Fábula das cotovias





 Umas cotovias tinham feito os seus ninhos nas searas.
O dono das searas disse aos seus criados que, quando os cereais estivessem maduros, os cortassem. Uma cotovia ouviu-o e avisou as outras para mudarem a sua casa.
No entanto, uma cotovia mais velha sossegou-os, dizendo-lhes que, desde que o dono dava ordens até os criados as cumprirem, ainda teriam bastante tempo.
Quando o amo, já farto de esperar, decidiu ele próprio inspecionar as searas, a cotovia sábia avisou as outras de que era hora de se mudarem. 

2012-02-10

sábado, 5 de janeiro de 2013

Oriana e as andorinhas

 "- Não se pode contar tudo - reponderam as andorinhas. - As maravilhas do Mundo são tantas, tantas! Mas vem connosco, Oriana. Quando vier o Outono nós partimos. Tu também tens duas asas. Vem connosco."
Andresen, Sophia de Mello Breyner, A Fada Oriana,Figueirinhas


Oriana e as andorinhas viajaram até à Antártida, onde viram icebergues e pinguins. Mas como sentiram muito frio, foram até ao Brasil para participarem no Carnaval e conhecerem a floresta amazónica.
Depois, passaram por Madagáscar, onde brincaram às escondidas, perto dos embondeiros, com uma menina que tinha um lémure às cavalitas.
Numa bela manhã de Primavera, regressaram a casa muito contentes. 

2011-10-21

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Reconto da Lenda das Sete Cidades

Há muitos anos, existiu no oceano uma terra chamada Atlântida.
Essa terra desapareceu, porque houve um tremor de terra horrível, que a fez ficar debaixo da água.
Só ficaram os cumes das montanhas, que são as ilhas dos Açores.
Na ilha de S. Miguel, havia um reino espetacular, que se chamava Reino das Sete Cidades. As pessoas diziam que nasciam lá para serem felizes.
Governava nessa ilha um rei, que vivia num palácio com a sua filha. Ela gostava de passear e de apreciar a natureza.
Um dia, durante os seus passeios, ouviu uma música, caminhou na sua direção e encontrou um jovem e belo pastor a tocar viola.
Ele ficou deslumbrado com a princesa e ela adorou as suas músicas. Logo se apaixonaram e passaram a encontrar-se em segredo.
No ano seguinte, o rei decidiu que a filha ia casar-se com o príncipe de um reino vizinho.
De madrugada, a princesa foi despedir-se do pastor e choraram tanto que formaram duas grandes lagoas: uma azul, como os olhos da princesa, e outra verde, como os olhos do pastor.

2012-02-14

Uma banda filarmónica


Uma banda filarmónica é um conjunto de músicos que tocam vários instrumentos de sopro e de percussão.
Eles tocam sobretudo quando há festas populares, nas aldeias. Os músicos participam nos peditórios, nas procissões caminhando organizados de forma retangular e fazem concertos nos coretos, vestindo belas fardas. Por vezes, também tocam em funerais.
A minha mãe já tocou em duas bandas filarmónicas.

07/10/2011

Entrevista

Esta entrevista tem como objetivo saber como é ser “matemático”.
Eu sou aluna da Escola E.B.I. de S. Onofre e gostava de lhe fazer uma entrevista porque também queria ter essa profissão.
Qual é o se nome?
O meu nome é Miguel Sousa de Oliveira.
Quando nasceu e onde?
Nasci a 25 de Junho de 1966, em Albufeira.
Em que trabalha?
Eu trabalho na escola a ser professor de matemática.
Quando e como começou a ser professor de matemática?
Com 22 anos comecei a ser professor dessa área, pois desde pequeno adorava números, cálculos, …
O que gosta mais no seu trabalho?
É ensinar aos meus alunos novas matérias.
Muito obrigada por me responder.
Obrigado eu e boa sorte se avançares com as tuas ideias.

04-05-2012

Dizem que o sol é amarelo…

Dizem que o sol é amarelo, mas é alaranjado
Alaranjado como a gema do ovo
Ovo posto pelas galinhas
Galinhas da capoeira
Capoeira cheia de penas
Penas gigantes
Gigantes como uma pessoa
Pessoa chamada Catarina
Catarina que fez o sol

21-03-2011

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Espanta-Pardais


Título: Espanta-Pardais
Autor: Maria Rosa Colaço
Ilustrador: Albino Moura
Editora: Vega
História:
Espanta-Pardais era um boneco humilde e pobre, que só tinha uma perna, vivia numa seara e queria muito ir à Estrada-Larga.
Um dia, conheceu a linda menina Maria Primavera, que tinha um pássaro verde e vinha da Estrada-Larga. Com a ajuda dela do seu pássaro e de Chico Estrela, o espantalho conseguiu ficar com uma segunda perna feita de pau de figueira e assim partiu com a menina e a ave rumo àquela estrada.
Numa noite, durante um sonho, o Espanta-Pardais viu, numa rosa, um menino com asas de abelha, que lhe disse que os seus companheiros tinham ido embora, o que o deixou muito desanimado, pois pensava que o seu sonho já não se iria realizar. No entanto, o Menino-Abelha informou-o de que se ele fizesse alguma coisa útil ou bela, conseguiria chegar à Estrada-Larga onde a menina e o pássaro verde esperariam por ele. Desesperado o espantalho chorou tanto que molhou todas as suas palhas, à exceção das do coração, que corajosamente ofereceu a um pardalito antes de morrer.
Mais tarde, Maria Primavera encontrou-o e beijou-lhe a sua perna de figueira, o que a fez renascer. Então, Chico Estrela plantou-a na Estrada-Larga, cresceu e tornou-se o lugar onde os filhos do Chico brincavam. O Espanta-Pardais ganhara uma vida nova, em forma de figueira, ao ter dado ao pardalito as únicas palhas secas que lhe restavam.
Agora, na seara, outro Espanta-Pardais anseia por ir à Estrada-Larga e encontrou uma menina que lhe disse que todos os caminhos conduzem a ela; basta procurar.

31-12-2012 
Esta Menina Primavera, feita pelos alunos do Chão da Parada, também poderia
 encontrar-se com algum Espanta-Pardais cheio de desejo de ir até à Estrada-Larga.