Eu e a minha avó materna inventámos uma nova versão da canção «É Natal».
Clica no sino para a conheceres.
Eu escrevi aqui as minhas histórias e os meus textos sobre as minhas leituras, pesquisas e viagens, que realizei durante o 1º e o 2º ciclo.
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Uma festa de aniversário
Eu fui à festa de aniversário da tartaruga, que se
realizou no dia 4 de Julho, no Jardim Zoológico.
Estavam lá todos os animais do Zoo, os seus colaboradores
e a minha turma, porque tínhamos vencido um concurso em que desenhámos uma
tartaruga gigante.
Havia comida de todo o tipo, pois cada animal tem o seu tipo de alimentação. Para as
pessoas havia umas saborosas sandes e sumos.
Os animais tinham preparado uma quadra a elogiar a
tartaruga, os colaboradores ofereceram-lhe uma tartaruga macho para poderem ter
filhos e nós demos-lhe o nosso trabalho.
A tartaruga e os golfinhos prepararam um espectáculo
aquático, que todos adorámos.
Depois, cantámos-lhe os parabéns e comemos o bolo de
aniversário.
Eu gostei imenso desta festa de aniversário, porque foi a
primeira vez em que o aniversariante foi um animal.
23/11/2010
Voou uma folha
Voou uma folha
uma folha que era eu
eu era um diploma
um
diploma
importante
importante, pois
era de uma senhora
senhora chamada Luísa Ducla Soares
Ela ficou desesperada
mas quando me encontrou
foi dizer
ao pai,
à mãe
e toda a gente agitou
ela cantou, cantou
e a avó até dançou
18-10-2010
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
As ovelhas
A família da ovelha é formada por:
ovelhas, carneiros e os filhotes borregos, que crescem dentro do ventre da mãe durante
5 meses.
Uma ovelha adulta mede cerca de 80 cm
no lombo e pesa até 100kg.
Para saberes mais sobre esta pesquisa, clica na ovelha.
Em 20 de maio de 2008, vi uma curiosa atuação de umas ovelhas que foram tosquiadas no espaço exterior do CCC.
Para saberes mais sobre esta pesquisa, clica na ovelha.
Em 20 de maio de 2008, vi uma curiosa atuação de umas ovelhas que foram tosquiadas no espaço exterior do CCC.
O Chico e a Lua
O
ratinho perguntou-lhe:
-
Sabes de que é feita a Lua?
-
Não! – respondeu o Chico
-
A Lua é feita de queijo. – disse o ratinho.
O Chico ficou todo babado. Então decidiu
construir uma nave espacial, meteu gasolina e seguiu viagem.
Quando
estava quase a chegar à Lua, acabou a gasolina! Mas ele não se importou. Saiu
do foguetão e foi até à Lua.
Quando
ele deu a primeira dentada à Lua, descobriu que ela era feita de pedra. Então
ficou a chorar.
Como
a Lua não o queria ver a chorar, começou a contar-lhe histórias e ele ficou a
ouvi-las.
Ouvi esta história, na Biblioteca Municipal, contada pelo Carlos Marques. Em casa, contei-a à mãe.
A bruxa Zanaga
Andava certo dia El-Rei a
passear nos jardins do seu palácio quando ouviu o ruído de um motor. Olhou para
o céu e viu a Bruxa Zanaga, que tinha um olho para cada lado, montada na sua
vassoura, tentando aterrar ali mesmo nos jardins.
- Viva quem é a flor das
bruxas!- disse o rei.
Porém a bruxa não vinha para
graças.
- Sabes de onde venho?-
perguntou ela, mal desceu da vassoura. - Acabei de fazer o meu exame final.
- Espero que tenha corrido
bem...
- Tazbrenhaxa! - respondeu a
bruxa piscando os olhos vesgos. - Querem chumbar-me!!! Dizem que sou a bruxa
mais cábula do país! Mas eu estudo... palavrinha que estudo...
- Então o exame correu mal!
- Eu sabia... mas tive azar!
Na prova da vassoura sem motor não fui capaz de meter marcha atrás! E, na prova
escrita, pediram-me aquela fórmula de adormecer uma princesa durante cem anos
e... eu que a tinha na cábula... mas não a pude consultar... zás! Escrevi
aquela de fazer crescer as orelhas de burro!
Continuação:
O rei e a bruxa fizeram esquemas
para planear o que iriam fazer. Assim estaria tudo pronto para ela um dia ainda
vir a ser Rainha das Bruxas.
Arranjaram muitos livros e,
como Zanaga não conseguia ler com os dois olhos, o rei leu-lhe alguns. Mas ele
não podia estar sempre ocupado a ler. Então decidiram ir a um médico que avisou
logo que ela teria de fazer uma operação.
Então, poucas semanas
depois, a bruxa fez a operação. Assim já conseguia ver com os dois olhos.
Agora Zanaga conseguia ler e
começou a estudar e estava sempre a melhorar com a cortesia do rei. Com tanto
treino e esforço já era uma verdadeira bruxa e lá no firmamento voava e
aterrava.
Bem, o rei achava que ela
era uma excelente bruxa.
Quando já estava preparada
foi falar com os professores, pedindo-lhes outra oportunidade. Eles aceitaram e
como nessa prova não havia mais ninguém, eles viram que ela não era uma cábula
e decidiram passá-la.
Ela agradeceu a ajuda do rei
e ficou muito animada.
Hoje é a Rainha das Bruxas!
25-05-2011
terça-feira, 6 de novembro de 2012
O voo do golfinho
Título: O voo do golfinho
Autor: Ondjahi
Ilustrador: Danuta
Editora: Caminho
História:
Havia um golfinho que gostava de voar e até tinha um bico
vermelho. Os seus amigos diziam que ele tinha um bico diferente que mais
parecia o de um passarinho.
Ele gostava muito de saltar e os outros golfinhos reparavam
que ele já saltava como um pássaro.
Um dia, deu um salto enorme e viu-se no reflexo da água,
olhou para si e observou que o seu corpo era como o de um pássaro, e também o
bico e o olhar. Voltou a mergulhar e viu que tinha um corpo diferente - um
corpo de pássaro. Disse adeus aos golfinhos e voou até perto das nuvens.
Quando estava no céu, perguntou a um pássaro se tinha sido
sempre pássaro e ele respondeu que antes era uma serpente e a outros pássaros
tinha acontecido o mesmo.
Então, todos eles formaram o bando da liberdade. O golfinho
que foi pássaro ficou a olhar as cores do verão escutando a voz do seu coração.
Mas ficou com um segredo: era pássaro mas se lhe apetecesse ser um golfinho,
voltaria a sê-lo.
23-05-2011
sábado, 3 de novembro de 2012
Tejo, Douro e Guadiana
| Tejo |
Então, combinaram que, na manhã
seguinte, iriam fazer uma corrida para ver quem chegaria primeiro ao oceano.
![]() |
| Douro |
Nessa manhã, o Guadiana partiu bem
cedo para observar as paisagens. O Tejo, ao sentir falta de um irmão, partiu
logo, mas, ao pensar que já tinha um grande avanço, pôs-se também a observar as
paisagens. O Douro, ao ver que os dois irmãos já tinham partido, foi aos
trambolhões, a correr entre vales e montanhas, e mesmo todo sujo foi o primeiro
a chegar!
![]() |
| Guadiana |
03-05-2011
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
O comércio no meu bairro
No bairro onde
eu vivo, na zona mais baixa do Bairro das Morenas, perto da paragem do Toma e
entre duas rotundas, há uma pastelaria, uma loja de bicicletas e uma frutaria
que são locais de comércio tradicional.
A pastelaria “Pau de Canela” vende pão,
docinhos e bebidas. Nessa loja, os produtos vendem-se ao balcão e um empregado
leva-os à mesa ou embrulha-os para os clientes os levarem para casa.
“Caldas
Sport” é uma loja que vende bicicletas, motas e acessórios para as pessoas
utilizarem. Ela tem os produtos expostos e o cliente escolhe-os e paga na
caixa. O vendedor pode explicar como utilizá-los.
A
“frutaria/charcutaria” vende frutas, legumes, hortaliças, detergentes e
diversos produtos de mercearia. Essa loja tem os produtos expostos e os
clientes escolhem a quantidade que querem, colocam-nos em pequenos cestos e
depois pagam-nos na caixa.
Um pouco mais
à frente, na direção da estrada da Foz do Arelho, perto de uma rotunda, há o
hipermercado E. Leclerc, que vende produtos alimentares, artigos para o lar,
vestuário, electrodomésticos, material didático e artigos para jardinagem. O
modo de venda é semelhante ao da frutaria, mas há mais produtos, mais caixas
para pagar e podemos transportar o que comprámos até ao carro. Também tem um
cartão que acumula pontos. O E. Leclerc é uma grande superfície comercial.
2011-03-16
terça-feira, 30 de outubro de 2012
Eric
Título da história: Eric
Ilustrador: Shaun Tan
Editora: Contraponto
História:
Há
uns anos, uma família teve um universitário chamado Eric a viver em sua casa
num programa de intercâmbio.
O
quarto de hóspedes até era muito bom, mas inexplicavelmente ele preferia a despensa da cozinha para dormir e estudar.
Como
eles queriam que ele se sentisse bem, passaram a guardar as coisas da despensa
da cozinha noutros armários, para não o incomodar.
O
filho dessa família sempre quis ter um estrangeiro em sua casa para lhe poder
mostrar como era um perito sobre a sua localidade.
No
entanto, Eric, que era muito curioso, fazia-lhe perguntas às quais ele não
sabia responder.
Eles faziam juntos várias excursões para ele
conhecer os locais mais bonitos da cidade, mas não se sabia se Eric gostava ou não.
Nessas
viagens ele apreciava sobretudo as coisas mais pequenas que encontrava no chão.
Todos
ficaram boquiabertos com a forma como ele se foi embora: só um adeus.
Até
lhes custava acreditar que Eric tivesse mesmo ido embora.
22-04-2011
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
O Galo de Barcelos
Há muitos anos havia uma família de peregrinos que tinha
passado por Portugal e que se instalou numa estalagem.
Eles traziam um farnel, mas o hospedeiro, como era
ganancioso, vendo que faziam pouca despesa, entregou o chefe de família à
polícia, acusando-o de o ter roubado e, por isso, o pobre homem foi condenado à morte.
O honrado peregrino, sem que ninguém o defendesse, tirou o
frango do farnel e disse que era mais verdade ele estar inocente do que aquele
galo cantar.
E cantou mesmo!
Assim, o galo de Barcelos ficou a ser conhecido no
estrangeiro e até há uma estátua de “Nosso Senhor do Galo” à saída de Barcelos.
14-03-2011
Comentário:
Eu gostei deste livro, porque conta por que é que há uma
estátua de “Nosso Senhor do Galo” à saída de Barcelos.
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
A minha escola
A E.B.I. de Santo Onofre é boa prá minha educação
com o professor Pimpão na direção.
Porém, gostava que o recreio tivesse mais jogos
e a biblioteca mais livros novos.
Queria um refeitório menos barulhento
e uma sala tranquila para descansar um momento.
Conto com o apoio dos professores interessados
que ajudam os mais irrequietos a serem ajuizados.
É aqui que me sinto acompanhada
não troco esta escola por nada!
20-09-2012segunda-feira, 3 de setembro de 2012
terça-feira, 21 de agosto de 2012
A lenda de Arlequim
Há muitos, muitos anos, havia em
Veneza, uma condessa que todos os anos fazia um baile de máscaras, onde se
escolhia o melhor traje. Todas as mães se esforçavam para fazer o mais belo fato
para os seus filhos, mas a mãe de Arlequim era tão pobre que não tinha dinheiro
para comprar os tecidos.
Então, os seus amigos ofereceram-lhe
os restos dos seus trajes. Assim, a mãe de Arlequim juntou todos os restos e
formou um lindo fato com losangos.
No dia do baile de máscaras, Arlequim
apresentou-se à condessa e ganhou o prémio.
A condessa perguntou-lhe como é que
ele, tão pobre, conseguiu fazer um traje tão bonito. E Arlequim respondeu que
tinha sido com a gentileza dos seus amigos e a bondade da sua mãe.
Comentário:
Eu gostei do texto, porque aprecio os fatos de Carnaval.
01-03-2011
![]() |
O Carnaval de Arlequim Miró |
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
Um rapaz chamado Giotto
Título: Um rapaz chamado Giotto
Autor: Paolo Guarnieri
Ilustrador: Bimba Landmann
Editora: Livros Horizonte
Reconto:
Giotto era um pastorinho, que vivia
numa povoação, há 700 anos, mas não era atento às suas ovelhas. Desenhava com
giz nas pedras e com um pau na areia até os sinos tocarem e depois ia guardar
as ovelhas no curral.
Um dia, perdeu uma ovelha. O pai, que
o aguardava em casa, ficou zangado e não o deixou ir à festa que havia na
aldeia. O rapaz obedeceu ao pai.
No entanto, lá fora estava um quadro
em que a luz refletia. Era de um homem chamado Cimabue. Giotto entrou na casa
dele e quase não contava o seu segredo, mas contou: queria ser pintor. Então, o
homem também contou o segredo da sua pintura. Quando chegou a casa, sonhou com
o que ele lhe tinha dito.
No dia seguinte, o pai teve de o acordar
e ele experimentou fazer uma pintura como o homem lhe disse: desenhou uma ovelha.
E como o desenho ficou tão bem feito, a ovelha perdida pensou que era a sua mãe
e apareceu. Assim, Giotto conseguiu recuperá-la.
Quando o pai soube, foi dar as
saudações devidas a Cimabue, mas ele avisou-o que não tinha sido ele, mas sim
Giotto.
Cimabue perguntou se Giotto podia
trabalhar com ele. O pai aceitou, mas só o permitiu daí a alguns anos.
Quando Giotto cresceu, trabalhou com
Cimabue e fez o desenho mais bonito de sempre: um fresco na igreja.
12-01-2011
Comentário:
Eu gostei deste livro, porque aprendi por que razão há uma marca de lápis chamada Giotto.
O amor de Pedro e Inês
Título: O amor de Pedro e Inês
Autor: Vanda Marques, Susana Silva e Inês
Ferreira
Ilustrador: Susana Silva
Editora: Livros Quetzal
História:
Era uma vez, no reino de Portugal, um príncipe chamado Pedro.
Os seus pais decidiram que ele se iria casar com a princesa
Constança. Pedro não a amava e queria casar-se com a sua aia, D. Inês de
Castro. Ao dar à luz um filho, D. Constança morreu.
Pedro e Inês tiveram 4 filhos e foram uma família feliz. Mas
o pai de Pedro não queria que eles se casassem e por isso mandou 3 homens
matarem Inês.
Quando Pedro chegou a casa, após a caçada, viu-a morta.
Chorou tanto que jurou que iria coroá-la rainha, colocar-lhe o túmulo mais belo
e quando ele morresse deitar-se-ia junto dela.
Cumpriu a promessa e, quando morreu, ficou junto dela, no
Mosteiro de Alcobaça.
07-02-2011
Comentário:
Eu gostei deste livro, porque fiquei a saber como foi o amor
de Pedro e Inês.
A maior flor do mundo
Título: A maior flor do mundo
Autor: José Saramago
Ilustrador: João Caetano
Editora: Editorial caminho
História:
O livro fala de uma flor que estava para morrer.
Um menino subiu ao cimo de uma montanha por curiosidade e
encontrou uma for a desabrochar mas que estava muito murcha. Como teve pena
dela, foi buscar água muito longe e fez esse percurso 20 vezes.
Com aquela água fresquinha, a flor ficou gigante e o menino
adormeceu sob a flor.
A sua mãe e o seu pai ficaram preocupados. Então pediram
ajuda aos vizinhos para os procurar.
Acabaram por encontrar o menino deitado sob uma flor gigante.
Todos pensaram que ele tinha feito um milagre e ainda iria
fazer mais.
19-01-2011
Comentário:
Eu gostei do livro, porque fiquei a saber como era o único
livro de José Saramago para crianças.
Podes conhecer esta versão da história em cinema de animação:
A fada e a chouriça
Título: A fada e a chouriça
Autor: Alexandre Parafita
Editora: Texto Editores
Reconto:
Numa noite, estava um casal de idosos na sua cozinha a
conversar quando, de repente, apareceu uma fada. Ela concedia três desejos, mas
muito rapidamente desapareceu pela chaminé.
Não demorou muito tempo para desatarem a discutir: a mulher
queria uns desejos e o homem outros.
A mulher olhou para as brasas ainda vivas no borralho e
achou-as apetitosas e sem querer desejou uma chouriça e, por causa disso, um
desejo ficou realizado.
O homem ficou tão chateado que desejou que a chouriça fosse
para o nariz da mulher. E foi o que aconteceu. Ela ainda pediu ajuda ao homem
para lhe tirar a chouriça, mas de nada valeu.
Deste modo, o terceiro desejo foi gasto a tirar a chouriça do
nariz da mulher.
E, assim, foram gastos os três dons sem se ter realizado
nenhum desejo.
27-10-2010
Quais seriam os teus 3 desejos?
domingo, 5 de agosto de 2012
Estranhões e Bizarrocos
Título: Estranhões e Bizarrocos
Autor: José Eduardo Agualusa
Ilustrador: Henrique Cayatte
Editora: Publicações Dom Quixote
Reconto:
Era
uma vez um rapaz chamado Jácome.
Ele
adorava inventar coisas novas como cobras como as cores do arco-íris, pássaros
a vapor e muito mais.
As
pessoas achavam que esse rapaz só inventava inutilidades e, por isso perdeu os
amigos e ficou solitário. Mas mesmo assim continuava a inventar coisas novas. A
partir dali inventou muitos animais e metia-os no jardim.
Os
vizinhos ficaram muito preocupados e não acharam nada bem. Então foram
lamentar-se à polícia, ela ainda tinha algumas dúvidas, mas a única coisa que
podia fazer era prende-lo. E foi o que a polícia fez.
Mas
pelo contrário as crianças adoravam ver aqueles seres estranhos e acharam que
era injusto. Então decidiram fazer uma manifestação.
A
polícia decidiu libertá-lo, mas ele inventou uma máquina que passava paredes e
então passou pela parede e saiu para a rua onde estavam todas as crianças à
volta dele.
2010-11-08

quarta-feira, 1 de agosto de 2012
A viagem do pequeno cosmonauta
No primeiro dia, o pequeno
cosmonauta foi ao planeta com tudo ao contrário chamado “Opostos.” Nesse
planeta ele encontrou peixes a voarem, aves a habitarem no mar, pessoas a
andarem com as mãos no chão e os pés no ar, árvores e relva a dançarem o samba
que os carros cantavam e muitos mais seres fantásticos.
Ele tentou falar com as pessoas
mas elas falavam ao contrário, por exemplo, augá era água, emon era nome.
Então, ele começou a entendê-los e, quando se despediu, disse-lhes:
Sueda , suem sogima. Éta everb!
No segundo dia, passeou no
planeta “Misturado”, onde tudo era feito de duas metades diferentes. Havia: a
mesa-aquecedor, o homem-gaivota, a rosa-vidro, o piano-violino, o
helicóptero-barco…
Aqui, a comunicação fazia-se com
sílabas de várias palavras. Só ao fim de
240 minutos é que descobriu que “Oturis, láta. Bem ao-vinnos doso platane.” Queria
dizer: “Olá, turista. Bem-vindo ao nosso planeta.”
E, finalmente, no terceiro dia,
encontrou o planeta dos óculos, o “Oculóide”. À primeira vista, parecia um
planeta só com os seus habitantes. No entanto, ele perguntou a um habitante se
não havia mais nada e ele respondeu-lhe:
- Mas nós vemos relva
fresquinha, pássaros a cantar, as nossas casas, o céu, a praia e todas as
coisas que há num planeta.
- Parece mesmo o meu planeta que
é a Terra, mas eu não vejo nada!!!
De repente, observou que todos
os habitantes usavam óculos. Então, pediu àquele cidadão para lhe emprestar os
óculos e viu que tudo era igual ao seu planeta mas só se via através deles.
Depois desta extraordinária
aventura, regressou à Terra todo contente e até saiu uma notícia no jornal que
relatava a sua viagem.
2011-05-11
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