sexta-feira, 16 de novembro de 2012

O Chico e a Lua


Era uma vez um ratinho chamado Chico que estava a passear e encontrou outro ratinho.
O ratinho perguntou-lhe:
-         Sabes de que é feita a Lua?
-         Não! – respondeu o Chico
-         A Lua é feita de queijo. – disse o ratinho.
O Chico ficou todo babado. Então decidiu construir uma nave espacial, meteu gasolina e seguiu viagem.
Quando estava quase a chegar à Lua, acabou a gasolina! Mas ele não se importou. Saiu do foguetão e foi até à Lua.
Quando ele deu a primeira dentada à Lua, descobriu que ela era feita de pedra. Então ficou a chorar.
Como a Lua não o queria ver a chorar, começou a contar-lhe histórias e ele ficou a ouvi-las.
 
Ouvi esta história, na Biblioteca Municipal, contada pelo Carlos Marques. Em casa, contei-a à mãe.

A bruxa Zanaga



Andava certo dia El-Rei a passear nos jardins do seu palácio quando ouviu o ruído de um motor. Olhou para o céu e viu a Bruxa Zanaga, que tinha um olho para cada lado, montada na sua vassoura, tentando aterrar ali mesmo nos jardins.
- Viva quem é a flor das bruxas!- disse o rei.
Porém a bruxa não vinha para graças.
- Sabes de onde venho?- perguntou ela, mal desceu da vassoura. - Acabei de fazer o meu exame final.
- Espero que tenha corrido bem...
- Tazbrenhaxa! - respondeu a bruxa piscando os olhos vesgos. - Querem chumbar-me!!! Dizem que sou a bruxa mais cábula do país! Mas eu estudo... palavrinha que estudo...
- Então o exame correu mal!
- Eu sabia... mas tive azar! Na prova da vassoura sem motor não fui capaz de meter marcha atrás! E, na prova escrita, pediram-me aquela fórmula de adormecer uma princesa durante cem anos e... eu que a tinha na cábula... mas não a pude consultar... zás! Escrevi aquela de fazer crescer as orelhas de burro!

Continuação:
O rei e a bruxa fizeram esquemas para planear o que iriam fazer. Assim estaria tudo pronto para ela um dia ainda vir a ser Rainha das Bruxas.
Arranjaram muitos livros e, como Zanaga não conseguia ler com os dois olhos, o rei leu-lhe alguns. Mas ele não podia estar sempre ocupado a ler. Então decidiram ir a um médico que avisou logo que ela teria de fazer uma operação.
Então, poucas semanas depois, a bruxa fez a operação. Assim já conseguia ver com os dois olhos.
Agora Zanaga conseguia ler e começou a estudar e estava sempre a melhorar com a cortesia do rei. Com tanto treino e esforço já era uma verdadeira bruxa e lá no firmamento voava e aterrava.
Bem, o rei achava que ela era uma excelente bruxa.
Quando já estava preparada foi falar com os professores, pedindo-lhes outra oportunidade. Eles aceitaram e como nessa prova não havia mais ninguém, eles viram que ela não era uma cábula e decidiram passá-la.
Ela agradeceu a ajuda do rei e ficou muito animada.
Hoje é a Rainha das Bruxas!

25-05-2011


terça-feira, 6 de novembro de 2012

O voo do golfinho



Título: O voo do golfinho          
Autor: Ondjahi

Ilustrador: Danuta

Editora: Caminho

História:
Havia um golfinho que gostava de voar e até tinha um bico vermelho. Os seus amigos diziam que ele tinha um bico diferente que mais parecia o de um passarinho.
Ele gostava muito de saltar e os outros golfinhos reparavam que ele já saltava como um pássaro.
Um dia, deu um salto enorme e viu-se no reflexo da água, olhou para si e observou que o seu corpo era como o de um pássaro, e também o bico e o olhar. Voltou a mergulhar e viu que tinha um corpo diferente - um corpo de pássaro. Disse adeus aos golfinhos e voou até perto das nuvens.
Quando estava no céu, perguntou a um pássaro se tinha sido sempre pássaro e ele respondeu que antes era uma serpente e a outros pássaros tinha acontecido o mesmo.
Então, todos eles formaram o bando da liberdade. O golfinho que foi pássaro ficou a olhar as cores do verão escutando a voz do seu coração. Mas ficou com um segredo: era pássaro mas se lhe apetecesse ser um golfinho, voltaria a sê-lo.
23-05-2011

sábado, 3 de novembro de 2012

Tejo, Douro e Guadiana


Tejo


Havia três rios irmãos: o Tejo, o Douro e o Guadiana. Ao verem passar as nuvens, perguntaram-lhes de onde vinham e elas responderam que vinham do Oceano Atlântico. A seguir, questionaram-nas se ele era lindo e elas responderam que sim.

Então, combinaram que, na manhã seguinte, iriam fazer uma corrida para ver quem chegaria primeiro ao oceano.

Douro

Nessa manhã, o Guadiana partiu bem cedo para observar as paisagens. O Tejo, ao sentir falta de um irmão, partiu logo, mas, ao pensar que já tinha um grande avanço, pôs-se também a observar as paisagens. O Douro, ao ver que os dois irmãos já tinham partido, foi aos trambolhões, a correr entre vales e montanhas, e mesmo todo sujo foi o primeiro a chegar!

Guadiana










     
03-05-2011


quarta-feira, 31 de outubro de 2012

O comércio no meu bairro

No bairro onde eu vivo, na zona mais baixa do Bairro das Morenas, perto da paragem do Toma e entre duas rotundas, há uma pastelaria, uma loja de bicicletas e uma frutaria que são locais de comércio tradicional.
 A pastelaria “Pau de Canela” vende pão, docinhos e bebidas. Nessa loja, os produtos vendem-se ao balcão e um empregado leva-os à mesa ou embrulha-os para os clientes os levarem para casa.
“Caldas Sport” é uma loja que vende bicicletas, motas e acessórios para as pessoas utilizarem. Ela tem os produtos expostos e o cliente escolhe-os e paga na caixa. O vendedor pode explicar como utilizá-los.
A “frutaria/charcutaria” vende frutas, legumes, hortaliças, detergentes e diversos produtos de mercearia. Essa loja tem os produtos expostos e os clientes escolhem a quantidade que querem, colocam-nos em pequenos cestos e depois pagam-nos na caixa.
Um pouco mais à frente, na direção da estrada da Foz do Arelho, perto de uma rotunda, há o hipermercado E. Leclerc, que vende produtos alimentares, artigos para o lar, vestuário, electrodomésticos, material didático e artigos para jardinagem. O modo de venda é semelhante ao da frutaria, mas há mais produtos, mais caixas para pagar e podemos transportar o que comprámos até ao carro. Também tem um cartão que acumula pontos. O E. Leclerc é uma grande superfície comercial.

2011-03-16


terça-feira, 30 de outubro de 2012

Eric


Título do livro: Contos dos Subúrbios              
Título da história: Eric
Autor: Shaun Tan       
Ilustrador: Shaun Tan  
Editora: Contraponto                                         

História:

Há uns anos, uma família teve um universitário chamado Eric a viver em sua casa num programa de intercâmbio.
O quarto de hóspedes até era muito bom, mas inexplicavelmente ele preferia a despensa da cozinha para dormir e estudar.
Como eles queriam que ele se sentisse bem, passaram a guardar as coisas da despensa da cozinha noutros armários, para não o incomodar.
O filho dessa família sempre quis ter um estrangeiro em sua casa para lhe poder mostrar como era um perito sobre a sua localidade.
No entanto, Eric, que era muito curioso, fazia-lhe perguntas às quais ele não sabia responder.
 Eles faziam juntos várias excursões para ele conhecer os locais mais bonitos da cidade, mas não se sabia se Eric gostava ou não.
Nessas viagens ele apreciava sobretudo as coisas mais pequenas que encontrava no chão.
Todos ficaram boquiabertos com a forma como ele se foi embora: só um adeus.
Até lhes custava acreditar que Eric tivesse mesmo ido embora.
Chegaram mesmo a pensar que o seu hóspede estivesse aborrecido, mas quando abriram a dispensa da cozinha descobriram que o universitário tinha deixado várias flores semeadas nas pequenas coisas que tinha recolhido nas suas viagens e um bilhete a agradecer: “Obrigado por estes dias maravilhosos”.


22-04-2011

     

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

O Galo de Barcelos

Há muitos anos havia uma família de peregrinos que tinha passado por Portugal e que se instalou numa estalagem.

Eles traziam um farnel, mas o hospedeiro, como era ganancioso, vendo que faziam pouca despesa, entregou o chefe de família à polícia, acusando-o de o ter roubado e, por isso, o pobre homem foi condenado à morte.

O honrado peregrino, sem que ninguém o defendesse, tirou o frango do farnel e disse que era mais verdade ele estar inocente do que aquele galo cantar.

E cantou mesmo!

Assim, o galo de Barcelos ficou a ser conhecido no estrangeiro e até há uma estátua de “Nosso Senhor do Galo” à saída de Barcelos.

14-03-2011


Comentário:

Eu gostei deste livro, porque conta por que é que há uma estátua de “Nosso Senhor do Galo” à saída de Barcelos.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

A minha escola

 

 

 

A E.B.I. de Santo Onofre é boa prá minha educação

com o professor Pimpão na direção.


Porém, gostava que o recreio tivesse mais jogos

e a biblioteca mais livros novos.


Queria um refeitório menos barulhento

e uma sala tranquila para descansar um momento.


Conto com o apoio dos professores interessados

que ajudam os mais irrequietos a serem ajuizados.


É aqui que me sinto acompanhada

não troco esta escola por nada!

                                                                                            20-09-2012

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

terça-feira, 21 de agosto de 2012

A lenda de Arlequim


Há muitos, muitos anos, havia em Veneza, uma condessa que todos os anos fazia um baile de máscaras, onde se escolhia o melhor traje. Todas as mães se esforçavam para fazer o mais belo fato para os seus filhos, mas a mãe de Arlequim era tão pobre que não tinha dinheiro para comprar os tecidos.

Então, os seus amigos ofereceram-lhe os restos dos seus trajes. Assim, a mãe de Arlequim juntou todos os restos e formou um lindo fato com losangos.

No dia do baile de máscaras, Arlequim apresentou-se à condessa e ganhou o prémio.

A condessa perguntou-lhe como é que ele, tão pobre, conseguiu fazer um traje tão bonito. E Arlequim respondeu que tinha sido com a gentileza dos seus amigos e a bondade da sua mãe.



Comentário:

Eu gostei do texto, porque aprecio os fatos de Carnaval.



 01-03-2011      
O Carnaval de Arlequim        Miró



segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Um rapaz chamado Giotto


Título: Um rapaz chamado Giotto

Autor: Paolo Guarnieri                                                          

Ilustrador: Bimba Landmann

Editora: Livros Horizonte

Reconto:

Giotto era um pastorinho, que vivia numa povoação, há 700 anos, mas não era atento às suas ovelhas. Desenhava com giz nas pedras e com um pau na areia até os sinos tocarem e depois ia guardar as ovelhas no curral.

Um dia, perdeu uma ovelha. O pai, que o aguardava em casa, ficou zangado e não o deixou ir à festa que havia na aldeia. O rapaz obedeceu ao pai.

No entanto, lá fora estava um quadro em que a luz refletia. Era de um homem chamado Cimabue. Giotto entrou na casa dele e quase não contava o seu segredo, mas contou: queria ser pintor. Então, o homem também contou o segredo da sua pintura. Quando chegou a casa, sonhou com o que ele lhe tinha dito.

No dia seguinte, o pai teve de o acordar e ele experimentou fazer uma pintura como o homem lhe disse: desenhou uma ovelha. E como o desenho ficou tão bem feito, a ovelha perdida pensou que era a sua mãe e apareceu. Assim, Giotto conseguiu recuperá-la.

Quando o pai soube, foi dar as saudações devidas a Cimabue, mas ele avisou-o que não tinha sido ele, mas sim Giotto.

Cimabue perguntou se Giotto podia trabalhar com ele. O pai aceitou, mas só o permitiu daí a alguns anos.

Quando Giotto cresceu, trabalhou com Cimabue e fez o desenho mais bonito de sempre: um fresco na igreja.

12-01-2011 



Comentário:

Eu gostei deste livro, porque aprendi por que razão há uma marca de lápis chamada Giotto.        

 

O amor de Pedro e Inês


Título: O amor de Pedro e Inês

Autor: Vanda Marques, Susana Silva e Inês Ferreira

Ilustrador: Susana Silva

Editora: Livros Quetzal

História:

Era uma vez, no reino de Portugal, um príncipe chamado Pedro.

Os seus pais decidiram que ele se iria casar com a princesa Constança. Pedro não a amava e queria casar-se com a sua aia, D. Inês de Castro. Ao dar à luz um filho, D. Constança morreu.

Pedro e Inês tiveram 4 filhos e foram uma família feliz. Mas o pai de Pedro não queria que eles se casassem e por isso mandou 3 homens matarem Inês.

Quando Pedro chegou a casa, após a caçada, viu-a morta. Chorou tanto que jurou que iria coroá-la rainha, colocar-lhe o túmulo mais belo e quando ele morresse deitar-se-ia junto dela.

Cumpriu a promessa e, quando morreu, ficou junto dela, no Mosteiro de Alcobaça.

07-02-2011

Comentário:

Eu gostei deste livro, porque fiquei a saber como foi o amor de Pedro e Inês.



A maior flor do mundo


Título: A maior flor do mundo

Autor: José Saramago

Ilustrador: João Caetano

Editora: Editorial caminho

História:

O livro fala de uma flor que estava para morrer.

Um menino subiu ao cimo de uma montanha por curiosidade e encontrou uma for a desabrochar mas que estava muito murcha. Como teve pena dela, foi buscar água muito longe e fez esse percurso 20 vezes.

Com aquela água fresquinha, a flor ficou gigante e o menino adormeceu sob a flor.

A sua mãe e o seu pai ficaram preocupados. Então pediram ajuda aos vizinhos para os procurar.

Acabaram por encontrar o menino deitado sob uma flor gigante.

Todos pensaram que ele tinha feito um milagre e ainda iria fazer mais.

19-01-2011

Comentário:

Eu gostei do livro, porque fiquei a saber como era o único livro de José Saramago para crianças.


Podes conhecer esta versão da história em cinema de animação:

A fada e a chouriça


Título: A fada e a chouriça

Autor: Alexandre Parafita

Editora: Texto Editores

Reconto:

Numa noite, estava um casal de idosos na sua cozinha a conversar quando, de repente, apareceu uma fada. Ela concedia três desejos, mas muito rapidamente desapareceu pela chaminé.

Não demorou muito tempo para desatarem a discutir: a mulher queria uns desejos e o homem outros.

A mulher olhou para as brasas ainda vivas no borralho e achou-as apetitosas e sem querer desejou uma chouriça e, por causa disso, um desejo ficou realizado.

O homem ficou tão chateado que desejou que a chouriça fosse para o nariz da mulher. E foi o que aconteceu. Ela ainda pediu ajuda ao homem para lhe tirar a chouriça, mas de nada valeu.

Deste modo, o terceiro desejo foi gasto a tirar a chouriça do nariz da mulher.

E, assim, foram gastos os três dons sem se ter realizado nenhum desejo.

27-10-2010

Quais seriam os teus 3 desejos?


domingo, 5 de agosto de 2012

Estranhões e Bizarrocos


Título: Estranhões e Bizarrocos

Autor: José Eduardo Agualusa

Ilustrador: Henrique Cayatte

Editora: Publicações Dom Quixote

Reconto:

Era uma vez um rapaz chamado Jácome.

Ele adorava inventar coisas novas como cobras como as cores do arco-íris, pássaros a vapor e muito mais.

As pessoas achavam que esse rapaz só inventava inutilidades e, por isso perdeu os amigos e ficou solitário. Mas mesmo assim continuava a inventar coisas novas. A partir dali inventou muitos animais e metia-os no jardim.

Os vizinhos ficaram muito preocupados e não acharam nada bem. Então foram lamentar-se à polícia, ela ainda tinha algumas dúvidas, mas a única coisa que podia fazer era prende-lo. E foi o que a polícia fez.

Mas pelo contrário as crianças adoravam ver aqueles seres estranhos e acharam que era injusto. Então decidiram fazer uma manifestação.

A polícia decidiu libertá-lo, mas ele inventou uma máquina que passava paredes e então passou pela parede e saiu para a rua onde estavam todas as crianças à volta dele.





2010-11-08   




quarta-feira, 1 de agosto de 2012

A viagem do pequeno cosmonauta



No primeiro dia, o pequeno cosmonauta foi ao planeta com tudo ao contrário chamado “Opostos.” Nesse planeta ele encontrou peixes a voarem, aves a habitarem no mar, pessoas a andarem com as mãos no chão e os pés no ar, árvores e relva a dançarem o samba que os carros cantavam e muitos mais seres fantásticos.
Ele tentou falar com as pessoas mas elas falavam ao contrário, por exemplo, augá era água, emon era nome. Então, ele começou a entendê-los e, quando se despediu, disse-lhes:
Sueda , suem sogima. Éta everb!
No segundo dia, passeou no planeta “Misturado”, onde tudo era feito de duas metades diferentes. Havia: a mesa-aquecedor, o homem-gaivota, a rosa-vidro, o piano-violino, o helicóptero-barco…
Aqui, a comunicação fazia-se com sílabas de várias palavras. Só ao fim  de 240 minutos é que descobriu que “Oturis, ta. Bem ao-vinnos doso platane.” Queria dizer: “Olá, turista. Bem-vindo ao nosso planeta.”
E, finalmente, no terceiro dia, encontrou o planeta dos óculos, o “Oculóide”. À primeira vista, parecia um planeta só com os seus habitantes. No entanto, ele perguntou a um habitante se não havia mais nada e ele respondeu-lhe:
- Mas nós vemos relva fresquinha, pássaros a cantar, as nossas casas, o céu, a praia e todas as coisas que há num planeta.
- Parece mesmo o meu planeta que é a Terra, mas eu não vejo nada!!!
De repente, observou que todos os habitantes usavam óculos. Então, pediu àquele cidadão para lhe emprestar os óculos e viu que tudo era igual ao seu planeta mas só se via através deles.
Depois desta extraordinária aventura, regressou à Terra todo contente e até saiu uma notícia no jornal que relatava a sua viagem.
                        2011-05-11   

sábado, 14 de julho de 2012

O Rapaz Que Tinha Zero a Matemática


TÍTULO: O Rapaz Que Tinha Zero a Matemática
AUTOR: Luísa Ducla Soares
ILUSTRADOR: Raquel Leitão
EDITORA: Civilização


Reconto

Era uma vez um menino que tinha sempre zero a Matemática.
Um dia, a professora disse-lhe que assim não ia muito longe e ele respondeu-lhe que já tinha ido de avião para outro país.
Nessa altura, a professora perguntou-lhe o que ele queria ser quando crescesse e ele achou que queria ser engenheiro de pontes e astronauta, mas ela avisou-o que, se ele fosse engenheiro de pontes, a ponte cairia e, se fosse astronauta, iria parar a outro planeta. A colega Isabel ainda lhe deu a ideia de ser cozinheiro, mas ele fez um bolo tão amargo e tão salgado que ninguém o conseguiu comer.
Então, decidiu ser poeta e, em casa, fez um poema a dizer mal da Matemática. No dia seguinte, leu-o na escola e os colegas acharam que também ia ter zero a Língua Portuguesa, mas a professora mandou-o ler outra vez e até gostou dele.
Quando chegou o Natal, ele pediu ao Pai Natal para só receber dinheiro e teve sorte: só uma vizinha é que lhe deu um chocolate, o resto das pessoas deu dinheiro. Depois, decidiu pedir ajuda a alguém para comprar uma consola. Só um colega da turma é que o ajudou a comprá-la, mas enganou-o não lhe dando troco.
Entretanto, o avô descobriu que ele tinha zero a Matemática e, por isso, ensinou-o no Natal.
Quando regressou à escola, foi o primeiro a oferecer-se para fazer a conta no quadro, o que deixou os colegas boquiabertos. De repente, descobriu que o colega que o ajudou ficara com o troco.
E a partir daqui, encontrou o valor da Matemática!

12-10-2010



Carrega na imagem para veres a história em Powerpoint!

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Definições criativas


- Uma banana: é um telefone que se come;

- Uma cama: é uma mesa confortável; 

- Um relógio: são números com ponteiros a dançar;

- O giz: é uma caneta que se derrete. Leonor

 - Um pacote de sumo: é um prédio sem janelas. Filó

- Uma mola em movimento: é um cão a ladrar em silêncio. Filó /é um cão afónico. Vasco

- Dormir: desligar o corpo. Filó/limpar a poeira do dia. Vasco

- Ressonar: é o contrabaixo em ação. Vasco


Participantes: Leonor, Filó, Vasco
22/11/2010

terça-feira, 10 de julho de 2012

O mar



O mar tem altas ondas
Ondas de espuma brilhante
Brilhante como o diadema
Diadema que adorna a cabeça
Cabeça pequenina e gira
Gira como as flores do campo
Campo que nos dá o trigo
Trigo que se mói no moinho
Moinho no cimo do monte
Monte cheio de neve branca e pura
Pura é a água do rio
Rio quando cantas com alegria
Alegria espalhada pelo mundo.


Leonor, mãe e pai

                                                                                                                          2010
                                 

sábado, 7 de julho de 2012

Um escultor


Um escultor acabou a sua obra. Pegou no assento de uma velha cadeira, sentou-se e ficou a olhar para as estátuas.
Com a voz embargada pela emoção, disse:
- Sinto que cada uma das minhas obras é um pedaço da minha vida.
E passou toda a noite sentado a observá-las, sem conseguir dormir.
maio de 2011